Iminente
O fim iminente é o mais assustador. Aquela idéia de que o tempo era infinito, não que acreditasse que seria imortal, mas ao menos possuía o tempo de que necessitava. E então, percebe que tudo isso pode acabar em menos de uma fração de segundo.
A frágil linha que a separava dos seus maiores temores, ia se desfiando. Esse desgaste que dantes parecia normal, agora a assustava. Apenas por três fios a linha não estava rompida. Apenas três míseros fios, pensara. Seus planos se definhavam junto com essa linha, seus temores todos pareciam tão próximos que suava frio, um frio que chegara a pensar que já não estava mais entre seus entes.
Por diversas vezes ensaiava chorar, um choro sincero e não uma reação mecânica. Não queria pena, achava isso tão torpe, mas também não queria ser ignorada. Nessa confusão mental, já não tinha noção do que era real. Ensaiara discursos, ensaiara como iria se portar, ensaiara tanto, que por momentos se esquecia daqueles três fios que lhe afligia.
Os três fios lutavam para permanecer ali, diferente dela eles queriam continuar. E ela sabia disso, três fios sem vida, porém muito mais vivos do que ela. Provavelmente aquela menina tola já havia se entregado, aceitado o triste fim. Não posso caracterizar como destino, afinal tantos povos, tantas pessoas demonstraram que podem mudar.
O tempo passará e aquela menina boba sempre com receio dos três fios, era tão boba que não conseguia pensar, tão boba que deixava pensamentos importantes irem embora. Ficava horas pensando na linha desgastada, intrigada com a resistência dos últimos fios, imaginara como seria diferente se a linha estivesse nova. Ela deixou o essencial lhe escapar, deixou situações preciosas passar, devido sua inexperiência.
E o tempo que pensou ter perdido, finalmente compreendeu. E naquela manhã de agosto já não olhou com medo paras os três fios, seus olhos brilharam e seu coração que gelado estava pelo medo, aqueceu-se. O seu rosto paralisado ensaiava um breve sorriso, que aconteceu quando se deu conta de como eram fortes os fios, e aquela menina tola, deu lugar a uma moça mais consciente.
Compreendeu por fim, que seu destino era maior do que ela mesma. Os três fios eram seus anjos da guarda. E não se arrependeu de nada do que passou ou fez, apenas teve um grande alivio e entendimento.
Até ?!
Todo momento é peculiar, eu sei, e como tantos outros este é especial. Não porque tem me acontecido situações fantásticas, tampouco situações desastrosas. Há um misto neste momento, um misto o qual não consigo expressar se é bom ou ruim.
Apenas sei que em algum momento comecei a perder um pouco do melhor que havia em mim, aos poucos fui afastando os queridos. E aos poucos percebi que poderia viver muito bem com o simples essencial. Tão simples que me alegra, tão essencial que me satisfaz.
Jamais quis ser alguém pedante, jamais quis importunar alguém, jamais também quis meter os pés pelas mãos. Poderia listar tudo o que jamais gostaria de ser ou fazer, mas isso seria totalmente cansativo. Totalmente desnecessário. Deixo aqui jogos de palavras, deixo aqui alguma lembrança.
A viagem talvez seja longa por demais, cansativa provável, mas creio (Ah, como creio nisso!) que será fantástica.
Deixo aos queridos um até mais, deixo aos conhecidos foi um prazer conhecê-los, deixo e apenas um deixo… um honesto até breve a todos.
“Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao que fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes chegam cômodas até mim. Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.
Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também.” Bernardo Soares (heterónimo de Fernando Pessoa)
A Índia mudou de lugar?
Talvez tenha alguma cidade com esse nome na África, talvez eu devesse estudar mais geografia, talvez a Índia esteja no continente africano. Enfim, talvez eu devesse aprender mais com o amabílissimo guru e sua caixa de entrada.
O Justiceiro
Ah, fala sério! Só faltou ele dizer: “GALVÃO FILMA EU!”
Bueno, se o vídeo não for fake, na verdade nem tenho palavras para expressar isso. Acredito que no final das contas ele se comportou igual aos que ele tanto criticou.
É bom ter jogo de cintura às vezes, e acredito que a Xuxa não iria precisar disso. Afinal, essas críticas acabem sendo um fator de propaganda (positiva), quando bem utilizada.
Moda
Você quer ser pop? Quer seguir sempre a moda? Viu alguém falando, ou leu em algum canto desse mundão que ao se cadastrar no Twitter, estaria fazendo parte da turma dos descolados?
Muitos entram para a “Twitterlandia” acreditando que assim vão alcançar a fama mundial (do mundinho deles), e logo após ganharão o prêmio Nobel por twittar trocentas vezes #FF. Ou, que finalmente aquele artista megablasterpreferido vai ser seu melhor amigo.
Enfim, são tantas conclusões, que com certeza em algum momento vai ser tese de pós-graduação, ex: Como alcancei o sucesso através do Twitter, e/ou Como o Twitter mudou minha vida (este último, até acredito. Alguns seres levam muito a sério a Twitterlandia.).
E de repente, essa pessoa que entrou para o mundo do “passarinho azul”, acredita que para conseguir a fama tão almejada, a paz mundial, a cura dos males humanos, dentre outros assuntos de tal importância, é virar um “callcenter de vendas” no Twitter. Explico melhor, é bem simples a equação:
Callcenter de vendas + metas para serem atingidas = #FF para chegar ao número “X”
Para quem desconhece, um Callcenter de vendas trabalha com metas diárias, sempre tem que chegar a um determinado número de vendas. E alguns Twitters, estão levando basicamente no mesmo ritmo para conseguirem seguidores. Esquecendo que uma das idéias dessa rede, é justamente ser seguido pela suas idéias, seu jeito. E não por que fulano “A” ou “XBY” indicou tal pessoa para ela por causa, que faltava um número para chegar a tantos seguidores.
Tenho plena ciência, que chamo atenção no Twitter (pelo menos no meu Twitter eu chamo atenção, aham, chamo sim. E perdoem a falta de modéstia nesta frase.). E com certeza vai ter meio quilo falando: “Nossa, como ela se acha” (Claro que me acho, não estou perdida
), ou “Coitada, é uma chata de galocha, burra e boba” e até “Ela é bonitinha e usa isso para chamar atenção”.
O que em parte pode ser verdade, porém tem meio mundo que me lê (no meio mundinho ideal e perfeito), e ao que parece minhas opiniões são respeitadas. QUERO RESSALTAR, e isso é de EXTREMA IMPORTANCIA, que não é uma crítica. Leiam as entrelinhas, por favor, é apenas explicando aos novos Twitters, que para conseguirem o prêmio Nobel, vão ter que fazer muito mais que pedirem followers.
Cantando por Paris de um modo diferente
“Eu posso falar qlqr coisas aqui, até que vou sair por ai correndo pelada, ninguem vai perceber. MARAVILHA!”
Com essa frase acima, a queridona aqui conseguiu atenção! Óbvio e ululante que foi uma forma de ver se possuía algum retorno. Afinal, eu vou falando e ninguém faz comentário algum.
Então, lembrei desse vídeo! Espero que comecem a falar algo, um “oi” pelo menos. Deixei o e-mail um pouco quieto, porém podem mandar para lá também.
E-mail: Srta.complicadinha@gmail.com
Livros, Bento !
Ele nasceu em Lisboa, é licenciado em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa desde 1990, onde foi professor de Francês no Ensino Secundário durante dois anos.
Tem um blog maravilhoso Bento que vai pra dentro, onde conta suas histórias de forma singular e que prende o leitor. Participa do Movimento Lusofonia e com a revista Nova Águia.
Estou falando do: Luís Bento!!! Que recentemente publicou dois contos na Coletânea Balaio de Idéias, editado pela Editora Novitas (vale a pena ver o livros dessa Editora, são bem legais).
Vale a pena conferir os livros do Luís Bento, peça já o seu !!!
Don Corleone, política e uma visão geral
Achei genial esse vídeo português. Só mudam os nomes e o local, o resto acredito que podemos adaptar.
Esse vídeo me chamou primeiro á atenção pelo fato de conter um Don Corleone (mesmo que este não seja o Don Corleone que conhecemos), afinal sou fã de carteirinha da trilogia do “O Poderoso Chefão”.
Segundo, é pelo fato de ter conseguido transmitir a mensagem, com humor, sobre a política e a forma como muitas vezes o povo é enganado.
Parabéns, aos portugueses que fizeram esse vídeo.




